Ontem, voltamos ao Lellis. Fazia tempo que não voltávamos lá. Está ligeiramente mudado, os banheiros com tudo automático - até o lixo! E a adega foi espalhada pelas paredes do restaurante, evidente sinal de que eles não têm lá aquela intimidade com a enologia. Um detalhe irrelevante, porém, considerando que a clientela, nós incluídos, não é exatamente composta de sommeliers. Apesar disso, tomamos vinho, um Dão português, chamado Duque de Cabriz, até aceitável, e que custou 38 paus a garrafa. No final do jantar, o maitre tentou nos empurrar mais garrafas, informando que era exclusividade deles. Dissemos não e desligamos. Mas hoje passei no Extra e com quem esbarro? O mesmíssimo vinho, custando 26 pilas. Sorte do restaurante: voltaríamos lá para devolver as garrafas - propaganda enganosa, para dizer o mínimo.
O que tem a ver o xuxu? Outra característica do Lellis é a presença de celebridades, principalmente ligadas ao futebol e à política. E ontem o restaurante não fez feio mais uma vez. As celebridades de plantão foram o Cafu, impressionantemente em forma, e o já citado candidato. Renato não resistiu dois meríssimos segundos: saltou da cadeira aos berros de "colega, colega". Alckmin veio de lá, estranhamente constrangido para um candidato em campanha -- sorrisinho amarelo, os braços colados ao corpo, os olhos teimando em mirar o chão -- enquanto o Renato continuou todo entusiasmado, contando quem era e confirmando seu voto no candidato. Tive uma vontade imensa de estragar aquele meigo momento e dizer que era mentira, que o Renato não resistiria a deixar de votar no Doutor Paulo. Mas resisti bravamente, anotem aí para o meu epitáfio.
O fato é que a interação pessoal com o cavalheiro reforçou a impressão de que, se ganhar a eleição, será pelo voto antipetista e antimarta, porque no quesito carisma a nota é , com muito boa vontadem, dois.
Não é que esqueci de dizer que o texto do post anterior não é meu? Pois não é não. O "um a mais" foi o Renato. Que, aparentemente, pegou o jeitão do blog: quem leu teve que confessar não ter percebido em uma primeira leitura que o texto não era meu. Ou seja, sai "pernambuco" e entra "catanduva falando para o muuuunnndO!"
Pois é gente, não se pode faltar. Faltei uma terça e pimba! na terça seguinte já levei no cocuruto.
Eu explico: Na terça feira atrasada não pude comparecer ao nosso jantar devido a um baixo astral familiar danado. Nesta passada, todo lampeiro, já com o assunto familiar digerido ( mas não resolvido), dirigi-me junto com meus inseparáveis R e F ( Ricardo e Fernando) para o restaurante combinado e escolhido como sempre pela Rosa. Lá chegando, os demais já lá estavam, menos a Eunice, a quem quero eximir de qualquer responsabilidade no ocorrido. Sentados estavam os tres ( Rosa, Maura e Vitor ) em uma mesa com 5 lugares. Olhamos surpresos e perguntamos diante de várias mesas vazias, por que escolheram aquela. A resposta, doída como uma chicotada foi dada rápidamente pela Maura - Hi! vamos ter que mudar de mesa, veio um a mais.
Naturalmente este "um a mais" era eu, visto que tanto Ricardo como Fernando já haviam conversado com eles e sabiam que iríamos comer no "Ratinho" O único que estava por fora era eu.
Voltando à frase lá de cima, o negócio é não faltar, senão vira "um a mais"
Prometo solenemente a fazer todos os esforços para não mais faltar em nossos rega-bofes.
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