Ontem, voltamos ao Lellis. Fazia tempo que não voltávamos lá. Está ligeiramente mudado, os banheiros com tudo automático - até o lixo! E a adega foi espalhada pelas paredes do restaurante, evidente sinal de que eles não têm lá aquela intimidade com a enologia. Um detalhe irrelevante, porém, considerando que a clientela, nós incluídos, não é exatamente composta de sommeliers. Apesar disso, tomamos vinho, um Dão português, chamado Duque de Cabriz, até aceitável, e que custou 38 paus a garrafa. No final do jantar, o maitre tentou nos empurrar mais garrafas, informando que era exclusividade deles. Dissemos não e desligamos. Mas hoje passei no Extra e com quem esbarro? O mesmíssimo vinho, custando 26 pilas. Sorte do restaurante: voltaríamos lá para devolver as garrafas - propaganda enganosa, para dizer o mínimo.
O que tem a ver o xuxu? Outra característica do Lellis é a presença de celebridades, principalmente ligadas ao futebol e à política. E ontem o restaurante não fez feio mais uma vez. As celebridades de plantão foram o Cafu, impressionantemente em forma, e o já citado candidato. Renato não resistiu dois meríssimos segundos: saltou da cadeira aos berros de "colega, colega". Alckmin veio de lá, estranhamente constrangido para um candidato em campanha -- sorrisinho amarelo, os braços colados ao corpo, os olhos teimando em mirar o chão -- enquanto o Renato continuou todo entusiasmado, contando quem era e confirmando seu voto no candidato. Tive uma vontade imensa de estragar aquele meigo momento e dizer que era mentira, que o Renato não resistiria a deixar de votar no Doutor Paulo. Mas resisti bravamente, anotem aí para o meu epitáfio.
O fato é que a interação pessoal com o cavalheiro reforçou a impressão de que, se ganhar a eleição, será pelo voto antipetista e antimarta, porque no quesito carisma a nota é , com muito boa vontadem, dois.
Não é que esqueci de dizer que o texto do post anterior não é meu? Pois não é não. O "um a mais" foi o Renato. Que, aparentemente, pegou o jeitão do blog: quem leu teve que confessar não ter percebido em uma primeira leitura que o texto não era meu. Ou seja, sai "pernambuco" e entra "catanduva falando para o muuuunnndO!"
Pois é gente, não se pode faltar. Faltei uma terça e pimba! na terça seguinte já levei no cocuruto.
Eu explico: Na terça feira atrasada não pude comparecer ao nosso jantar devido a um baixo astral familiar danado. Nesta passada, todo lampeiro, já com o assunto familiar digerido ( mas não resolvido), dirigi-me junto com meus inseparáveis R e F ( Ricardo e Fernando) para o restaurante combinado e escolhido como sempre pela Rosa. Lá chegando, os demais já lá estavam, menos a Eunice, a quem quero eximir de qualquer responsabilidade no ocorrido. Sentados estavam os tres ( Rosa, Maura e Vitor ) em uma mesa com 5 lugares. Olhamos surpresos e perguntamos diante de várias mesas vazias, por que escolheram aquela. A resposta, doída como uma chicotada foi dada rápidamente pela Maura - Hi! vamos ter que mudar de mesa, veio um a mais.
Naturalmente este "um a mais" era eu, visto que tanto Ricardo como Fernando já haviam conversado com eles e sabiam que iríamos comer no "Ratinho" O único que estava por fora era eu.
Voltando à frase lá de cima, o negócio é não faltar, senão vira "um a mais"
Prometo solenemente a fazer todos os esforços para não mais faltar em nossos rega-bofes.
Atrasado... Acontece que o Ricardo mandou o texto por email, querendo que eu publicasse aqui no blog no dia do amigo, 26 de julho. Só esqueceu de dizer isso. Me explicou na terça. Bom, segue o texto, que vale a pena ser lido.
Declaração para os meus amigos (de forma bem mineira... :)
Ces são o colírio do meu ôiu.
São o chiclete garrado na minha carça dins.
São a maionese do meu pão.
São o cisco no meu ôiu (o ôtro oiu - eu ten dois).
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A masstumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.
Nossinhora!
Gosto dimais da conta docêis, uai.
Ces são tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente.
Óiproceisvê,
Quem tem amigos assim, tem um tisôru!
Eu guárdêsse tisouro, com todo carin,
Do Lado Esquerdupeito !!!
Dentro do Meu Coração!!!
AMOOCÊIS PADANÁ!!!
(O texto abaixo foi enviado pelo Ricardo. Ele sugeriu que se leia ao som de "in the deep", de Bird York. A bem da verdade, mandou o arquivo, ou melhor, pensou que mandou, pois anexou no arquivo .doc e ficou só a imagem. Mas nem adiantaria mandar mesmo porque o brog da uóu não tem, ou pelo menos eu não achei, como publicar arquivos de som. Só se publicar como arquivo de vídeo no Uol Vídeos. Enfim...)
Pois é..... Tenho a impressão que as “meninas” do nosso grupo – as antigas e as novas – tem um gene em comum, alguma peculiaridade que faz delas pessoas especiais, diferentes. São histórias e mais histórias sobre o passado e o futuro de cada uma. Lembro-me quando a Laurinha, filha da Maura, nasceu e ela não nem pensou em “operar” para não emprenhar mais, pois vai que ela se separasse e um novo príncipe quisesse constituir família com ela?! Cachorro, plantas, pássaros ou marido? Tanto faz, o importante mesmo é pensar na profundeza da vida e no futuro.
Estou trabalhando na juscelino, quase santo amaro. O ônibus que costumo pegar é o Ana Rosa, o que sobe a brigadeiro, passa no parque e sobe a rodrigues alves. Às vezes, porém, o bicho é que pega. Aí me viro, pegando um qualquer que suba a brigadeiro mais pra cima da brasil e baldeando com o Savério, que passa na tangará, mais perto da minha casa. Mas não hoje. Hoje, eu tinha um cliente pra visitar na juscelino mesmo mas lá quase na marginal. aí, saindo de lá, quase 6 horas, fui até a funchal. Trabalhava lá até um mês atrás. e dei até um suspiro não de saudade, de alívio, pois continua um inferno tipo sétimo círculo. Dezenas de ônibus fretados atravancando desde a berrini. E os ônibus de linha passando cheios. Cheios? A aglomeração na porta do Ana Rosa quando deu o ar da graça dava pra encher outros dois ônibus. Fora quem já estava lá dentro. Desisti e fui andando pela cardoso de melo até o unibanco, fazer umas coisinhas que precisava. Tem um ponto quase na porta do banco e lá passa outro Ana Rosa, o que vai pela ibirapuera e depois pega a mesma rodrigues alves. Quando saí do banco, vinha um. Cheio, claro. Mas atrás vinha um Armênia. Vazio. Vai tu mesmo, pensei. Desço no começo da santo amaro (podia descer na fmu, mas na hora nem lembrei). Logo na entrada, o banco atrás do motorista vazio e iluminado. Maravilha. Sentei, peguei meu livro e comecei a ler. Dois pontos adiante, ouço um obrigado conhecido. Eponina. Agradecia a informação de alguém no ponto e passou por mim sem se dar conta. Pensei em chamá-la, mas pra que? O banco ao meu lado havia sido tomado, melhor voltar a ler. Mas não aguentei muito. A voz de Eponina ecoava no ônibus vazio, perguntando ao cobrador, detalhes do trajeto e explicando porque pegara aquele e não o Ana Rosa, e se algum outro passava na borges lagoa, e o que ela estava fazendo por lá, e porque precisava pegar algum que fosse naquela direção, a casa dela, e que. Ou seja, perdida. Como sempre. E enlouquecendo alguém. No caso, o cobrador. Também como sempre. Resolvi salvá-lo, o bom samaritano. Fez uma festa ao me ver. E viemos conversando. Ou melhor, eu vim concordando com a cabeça e vez em nunca arriscando algum palpite, algum comentário, ela falando de tudo. Por exemplo, como aquela linha era boa, o ônibus vazio o tempo todo, vazio na cardoso, vazio na santo amaro, vazio quando descemos, arriscou dizer que devia ser um lugar bom de morar, Armênia. Eu que não arrisquei a informá-la que é uma estação do metrô. Contou que estava em um congresso ou um seminário sobre esporte, trabalha na secretaria municipal de esportes. É aspone, disse-me. Ganha bem, mas não faz nada, veja onde foi acabar, duas faculdades, mas não faz política, não se mete em safadeza, não é infeliz, está mofando lá, o que a deixa doente, completou, indiferente à contradição. Agora, se envolve com obras sociais, é espírita. Na próxima encarnação, também serei espírita, comentei. Ela parou, olhou pra mim séria e perguntou: nesta encarnação, você é o que? Outro assunto que veio a baila foi segurança e a indiferença dos cidadãos, principalmentes aqueles como nós, que moramos na vila mariana. Teve dois carros roubados nos últimos anos, contou, e tem um dono da rua na napoleão com a loefgren, tem certeza que foi ele que fez roubar seus carros, uma vergonha, precisamos entrar na associação de moradores, cobrar o conselho de segurança do bairro, lembrou que, pais no viva, éramos mais atuantes, devíamos ter um representante no grupo na associação, no conselho. Sugeri Ricardo. Ela aceitou entusiasmada. Garantiu participar como ouvinte, para dar força. E teve o acácio. Uma hora lá, contava que tinha dificuldade para sair dos lugares onde ia (atenção, hem). Com os filhos já jovens, Lara e Breno, 21 e 18 anos, não havia a necessidade de voltar uma hora determinada pra casa, alguém tinha que lembrar isso pra ele. Na Kopenhagen, uma outra cliente sempre dizia, você ainda aqui. E aí, contou os planos de, chegando aos 60, sem companheiro, comprar um cachorro e dar-lhe o nome de acácio. Aí, diria, preciso voltar pra casa pra dar comida pro acácio, preciso cuidar do acácio. Nome sério, ninguém vai pensar que é um cachorro.
Está lá o corpo estendido no chão. Resistiu a um assalto. Coisa mais do que boba. Mas morrer é sempre meio bobo. No fundo, a gente se acha imortal. E faz o que não deve, sempre. Agudamente, como foi o Santos, resistir a desesperados, tentar proteger alguns trocados mas que eram suados, e certamente muito merecidos. Ou cronicamente, como o resto de nós, o tempo todo comendo, bebendo, respirando, pensando como não devíamos comer, beber, respirar, pensar.
Conhecíamos o Santos desde o velho Miguel, o Miguel Miguel, saudoso Miguel, com o próprio à frente, recebendo a gente na porta com a garrafa congelada de steinhager. Santos foi um dos que herdaram o restaurante. Um grupo dos garçons. Determinados, batalhadores, acolhedores. E aí Santos comprou o Konstanz e levou para lá o espírito amigo do Miguel. E agora morre bestamente.
A gente não esperava isso de você, amigo. Descanse em paz.
Está em festa. Até deve ser feriado. Só não sei se cobre toda a Grande Catanduva, chegando até o pequeno município onde está localizado o aeroporto da metrópole. É que o Dr. Renato Lima de Moraes completa hoje mais um aninho de vida. Nem deve ter parado direito pra comemorar. O homem virou um megaempresário da saúde, laboratórios pipocando por tudo que é hospital das cidades vizinhas a São Paulo, preparando o bote, decerto, conheço essa gente do interior, piscamos o olho e ele já terá encampado o das Clínicas, ou das crínica, como diria o Adoniram ao ver a situação ficar cínica. É, meu caro, mais um ano e é cada vez mais difícil disfarçar, como atestou o garçom do ponto chic. Sem atentar com a sorte que teve, conhecendo você. Sorte da qual somos fiéis depositários, a sorte que veio de Catanduva e que vai ficar c'a'gente anos a fio. Abração.
(A narrativa é do Ricardo Jugdar)
Pois é.....
Depois de degustar uma comida japonesa com um preço honesto, voltamos todos
“ lépidos e trépidos” para o aconchego dos nossos lares.
No meu veículo estavam: Eunice, Fernando, Henrique meu filho e eu.
Muito bem, e esta foi a ordem de deixar todos em suas casas.
Primeiro foi a Eunice.
Segundo foi o Fernando.
Quando o Fernandinho ficou em sua casa, restávamos somente no carro o Renato o Henrique e eu. Falávamos de qualquer assunto quando o Renato que estava no banco do carona, como que em um pedido de aprovação, estende a mão para traz e diz: Está vendo Eunice?????
SILENCIO NO RECINTO?!?!?!?
E ele repete: Está vendo Eunice?????
De novo SILENCIO NO RECINTO?!?!?!?
Então ele se vira para traz, espreme os olhos, olha bem faz uma cara de interrogação e fala: A Eunice não está mais no carro.
Henrique e eu nos olhamos e com certeza pensamos a mesma coisa: O que o consumo de álcool em excesso faz!!!!
Laura que me perdoe, mas não dá para deixar de fazer o registro.
Ontem, antes de ir encontrar com o pessoal na Pizzaria Speranza, Moema, e terminei indo tarde, cheguei lá mais de dez e meia, estava trabalhando em uns textos aqui no escritório, entra mensagem via googletalk, me agradecendo a lembrança pelo aniversário. A identificação do interlocutor era meio misteriosa: "Guarde". Como envio congratulações sempre para todo mundo das listas do orkut e do plaxo e do meu outlook, quando tem a data de aniversário, dei uma olhada nos contacts para ver quem era. O id não era apenas "Guarde", era "Guarde as armas... Sou seu amigo". Isso promete, pensei com meus zíperes.
Cliquei no endereço e reconheci: Dyógenes, um rapaz lá de Nazaré da Mata, zona da mata norte de Pernambuco músico, participante de uma banda chamada Ticuqueiros (por lá, chamam ticuqueiros aos cortadores de cana), com quem Laura, minha filha, namorou algum tempo atrás, um tempo que passou em Recife e pelo interior de Pernambuco, pesquisando e gravando grupos de lá. Eu cheguei a conhecê-lo, acho que veio aqui em casa, um caboclo moreno simpático mas sem muito a ver com a Laura, em minha opinião. Mantivemos o contato esse tempo via mensagens esporádicas no orkut. Respondi então o seu agradecimento com um não por isso. Aí, ele soltou a pergunta: o senhor é pessoa física?
Daí em diante, enveredamos por um papo muito surrealista, ele queria saber mesmo era se eu era pessoa jurídica, se tinha um cnpj, ensaiou até pedir ajuda para o registro de projetos, mas eu consegui desviar a conversa para ângulos menos perigosos. Ou pensei ter conseguido, porque aí ele começa a falar da Laura, que ela teria saído de casa, eu confirmei, e aí perguntou se eu tinha um minuto, que queria me explicar porque afinal os dois não tinham dado certo. Opa. Sinal amarelo. Delicadamente (ou não, sei lá), disse a ele, que o assunto interessava apenas a ele e ela, inclua-me fora dessa, era o recado implícito. Mas ele insistiu, o sinal já passando pelo laranja, o vermelho na frente crescendo. "Mas é que uma parte tem a ver com o senhor. Não quer saber?" E eu, "pra falar a verdade, não". E ele encerra, quase graciosamente, com um "poxa".
Eu mereço, não é verdade? Laura também. Mas a história não termina aí. É que eu a contei na pizzaria. E a Maura e a Rosa ficaram furiosas porque eu não quis saber a tal da parte que tinha a ver comigo. Vamos combinar o seguinte, madames: liguem pra Laura e ela conta a vocês. Beijo.
A verdade? Este grupo não existiria se não fosse o Reynolds. Como até o mundo mineral a essa altura sabe, o grupo teve geração espontânea em 1983, quando alguns pais do Viva Vida resolveram encenar “pecinhas” para os seus filhos. Da troupe original, estão conosco Maura e Rosa (Victor também, é verdade, mas ele só integrou-se de fato ao grupo anos depois). Elas podem contar melhor o processo de criação, mas certamente o Reynolds foi fundamental. Ele era entusiasmo puro naquele período.
Eu entrei no ano seguinte e demorei pouco para entender que já havia uma divisão clara. De um lado, o grupo liderado pelo Reynolds. Do outro... Não importa, já falei aqui uma outra vez que provavelmente os dissidentes tinham razão, que a gente não tinha nada que continuar naquele esforço semanal insano. Terminaram deixando o grupo embora, tão humanamente quanto possível, tentassem convencer os demais a terminar de uma vez com a aventura. E aí foi quando o Reynolds pontificou soberano. Segurou a barra, enfrentou tudo e todos, e manteve-nos juntos. Olhando para trás, confesso que era apaixonado pelo gordo, pelo seu entusiasmo, seu humor grosseiro. Pena que tudo isso se tenha ido há tanto.
Sem essa luta do Reynolds, o grupo teria acabado em 85, 86 no máximo, e não teríamos encontrado Renato, Ricardo, Eunice. Eu, pelo menos, não teria encontrado: quando o Viva mudou-se para a Diogo de Faria, restava-me apenas a Lia como filha-aluna, e ela não estudava com o filho de nenhum dos supracitados. Talvez chegássemos a ser apresentados. Talvez. Mas jamais teríamos a convivência que gerou as histórias do Grupo e a minha paixão (hoje estou com a necessidade quase suicida de confessar-me) por esse pessoal todo e por cada um deles em particular.
Restam lembranças, o carinho enorme, e essa foto dos dois ovos fritos. Piéce-de-resistance da terça passada, quando fomos para o Miguel beber o Reynolds. Estavam incrivelmente deliciosos, como que também homenageando o Reynoldinho. Quem fez o registro foi o Renato, com seu indefectível celular.
(acabei de chegar do velório do Reynolds. Pretendia fazer aqui uma homenagem ao querido, ainda que ultimamente distante, amigo. Mas eis que chega um email que me leva ao blog do Renato - http://limamoraes.zip.net/. Pronto, a homenagem estava feita. Uma verdadeira autópsia, no bom sentido, do tanto que estimávamos o prezado, com a qualidade e a verve do bardo catanduvense. Se mais houver, pois o prantearemos e o beberemos hoje, mais será relatado.)
E foi-se. Nosso amigo Reynolds se foi. Ele foi um dos fundadores do Famoso Grupo de Teatro Viva Vida, do qual confesso, faço parte. Na verdade temos que confessar, por algumas peças que apresentamos realmente atentam contra o bom teatro. Por outro lado eram melhores do que algumas que pagava para levar minhas filhas assistir. De qualquer maneira fizemos algumas dessas peças e o nosso público, cativo que era, gostava!
Mas estou divagando.
Este post é para homenagear a memória de nosso Reynolds ( Reinoldinho para os íntimos). Um Grande cara. Sempre foi grande e espaçoso, mas sempre foi do bem. Discutia conosco e com a sombra, mas era do bem. Fez o grupo para as crianças, era médico e tratava quem precisasse, era enfim um ser humano dos melhores. Tinha lá seu jeito de encarar o mundo, mas fazia de tudo para torna-lo melhor na sua concepção. Assim, agia conforme suas convicções. Deixou duas filhas e uma neta, alem da esposa. Vi a neta chegar com um vestido de princesa no velório. Imagino que vá vesti-lo.
Não estive com ele nos seus últimos dias, mas acho que a mensagem que ele gostaria de deixar a todos era que o show não pode parar, portanto, vamos continuar vivendo e saudando nossas amizades!
Nesta terça, como fazemos há quase vinte anos, o Grupo de teatro vai jantar ( deixamos essa bobagem de ensaios há alguns anos) e vamos, como sempre, lembrar das muitas vezes em que ele foi jantar conosco. Beberemos a isso!
(Foi o Victor que me enviou por email esta singela narrativa. Parafraseando-o, aliás, eu poderia dizer que aquele cara horrível, cretino, filho de uma puta, passou a realidade em nossa cara rsrsrsrs...)
Já aconteceu de você, ao olhar pessoas da sua idade, pensar: não posso estar assim tão velho(a)!?
Vejam o relato de uma mulher, vítima dessa situação...
Eu estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede.
Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome.
Era da minha classe do colegial, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época?
Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito.
Esse homem grisalho, quase calvo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto... que que é isso!?
Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele foi do Colégio Edouard Montpetit.
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou, perguntei.
- 1965 . Por que esta pergunta?
- Eh... bem... você era da minha classe, eu exclamei.
E então aquele velho horrível, cretino, filho de uma puta, me perguntou:
- A senhora era professora do quê?
Apesar dos pesares, gostamos muito do Rollo. O nome do blog é uma homenagem a um dos seus grandes momentos, já contei lá no início, quando Ricardo e Renato, contra sua vontade, não o deixaram voltar dirigindo para casa. Caindo de bêbado, claro. E ele voltou para eles seus olhos redondos e disse, fazendo aquele bico impagável, "ô num ixxxperava isso de você".
Pois é, mas o Rollo sumiu e até mudou-se de São Paulo e depois voltou, mas só sabemos dele por interpessoas, nem pra nos convidar pro seu casamento, o que talvez tenha sido bom pois dedicamos bom tempo a fantasiar a nova mulher dele. Só por email. De forma irregular mas com certa frequencia, recebo mensagens dele, piadas, coisas curiosas, esse tipo de coisa que circula pela Internet. Nas últimas duas semanas, recebi vários desses emails, alguns realmente interessantes. Aí, pensei: se a montanha não vai etc. E resolvi passar a publicar o que ele me envia aqui. É uma forma indireta de contribuiir com o blog, de voltar a frequentar o grupo. Meio contra a vontade, mas assim é a vida. Então lá vai...
Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor:
'Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?'
Respondeu o diretor:
'Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.'
'Entendi' disse o visitante 'uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.'
'Não' respondeu o diretor, 'uma pessoa normal tiraria a 'tampa do ralo'.
O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria ?'
--
Reginaldo Rollo Rocha
_________________
Depto Técnico
Eu não podia deixar de colocar a assinatura, vocês não concordam. Então, segue...
ESPERO QUE ESTA HISTÓRIA CHEGUE NO SEU CORAÇÃO, TANTO COMO CHEGOU AO MEU...
Um homem jovem estava fazendo compras no supermercado, quando notou que uma velhinha o seguia por todos os lados. Se ele parava, ela parava e ficava olhando para ele.
No fim, já no caixa, ela se atreveu a falar com ele, dizendo:
'Espero que não o tenha feito se sentir incomodado; mas é que você se parece muito com meu filho que faleceu'.
O jovem, com um nó na garganta, respondeu que estava bem, que não havia problema.
A velhinha lhe disse: -' Quero lhe pedir algo incomum'.
O jovem lhe respondeu: -' Diga-me, em que posso ajudá-la ?
A velhinha falou que queria que ele lhe dissesse 'Adeus, Mamãe' quando ela fosse embora do supermercado.
- 'isso me fará muito feliz', disse.
O jovem, sabendo que seria um gesto que encheria o coração e espírito da velhinha, aceitou. Então, enquanto a velhinha passava pela caixa registradora, se voltou sorrindo e, agitando sua mão, disse:
- 'ADEUS, FILHO'!
Ele, cheio de amor e ternura, lhe respondeu efusivamente:
-'ADEUS, MAMÃE'.
O homem, contente e satisfeito pois, com certeza, havia dado um pouco de alegria à velhinha, continuou pagando suas compras.
-'São R$ 884,50, lhe disse a moça do caixa'.
-'O que, só estou levando 2 caixas de leite?'
E a moça do caixa lhe disse:
-'Sim, mas sua MÃE disse que você pagaria pelas compras dela também'.
Moral da história:
'Não confie em nenhuma porra de velhinha que se aproxime de você em algum supermercado!
E outra ainda...
Declaração para os meus amigos (de forma bem mineira )
Ces são o colírio do meu ôiu.
São o chiclete garrado na minha carça dins.
São a maionese do meu pão.
São o cisco no meu ôiu (o ôtro oiu - eu tenho dois).
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A masstumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.
Nossinhora!
Gosto dimais da conta docêis, uai.
Ces são tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente.
Óiproceisvê,
Quem tem amigos assim, tem um tisôru!
Eu guárdêsse tisouro, com todo carinho ,
Do Lado Esquerdupeito !!!
Dentro do Meu Coração!!!
AMOOCÊIS PADANÁ!!!
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